Era pra ser contra uma touca, o empate era para ser goleada, era pra ser na casa do adversário, era para estarmos disputando a permanência na primeira divisão, era para o técnico ter caído na primeira rodada. Na verdade é o Grêmio velho de guerra na sua forma mais crua. O Grêmio “levanta sacode a poeira e dá a volta por cima” de sempre. Nunca favorito, sempre correndo por fora.
O que mais orgulha neste momento do Grêmio é justamente isso. Perceber que o líder com autoridade do Campeonato Brasileiro chegou nessa situação vindo da lama e continua longe de ter o elenco mais estrelado do campeonato. São jogadores da base misturados a outros mal aproveitados em outras equipes, comandados por um técnico mal amado por onde passa, empurrados por uma torcida que quando não tem bumbo, compensa com os pés no concreto.
Só que agora, todos os olhos se voltam para o Grêmio. Ganha as manchetes não mais só pelos cartões amarelos e vira alvo, a bola da vez a ser buscada. Este é o novo desafio para Celso Roth, se manter para o alto e além. Um desafio, porém, que seria ainda mais difícil com um time cheio de estrelas, suas vaidades e saltos-altos. Não precisamos e nem queremos as manchetes. Que o Grêmio continue sendo o cavalo paraguaio, sempre contra o cavalo do comissário.
Vale o mesmo para a torcida. Também somos protagonistas desta campanha. Sempre o próximo jogo é decisão como nosso mata-mata de cada dia. Assim como as manchetes para o time, não precisamos de microfones perto da arquibancada e nem legendas para as músicas. O alento é para o campo e agora tem que ser ainda maior. Na boa e na ruim, justamente para “a boa” não se tornar “ruim”.
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