Sábado à noite, antes de sairmos rumo a Curitiba, onde o Grêmio jogaria contra o Atlético Paranaense, pude presenciar um fato que naquele exato momento já se fazia o tema a ser tratado na coluna de hoje: um garoto que viajaria conosco acabou sendo abordado por quatro indivíduos que o assaltaram. Levaram sua mochila, carteira, celular. Levaram sua paz e a felicidade de quem batalhou para poder estar ali, encarando uma viagem longa pelo clube que ama.
O mais interessante nesse infortúnio ocorrido foi a solidariedade dos gremistas que ali estavam. Logo, sem que o garoto precisasse pedir algo, vários torcedores lhe ajudaram com pequenas quantias em dinheiro. Alguns não tardaram a lhe emprestar casacos e apetrechos para que se protegesse do frio e da fina chuva que caía em Porto Alegre.
Fiquei a admirar aquela cena de união, de ajuda a um desconhecido que, por trajar a camisa do Grêmio, se fazia amigo de cada um de nós que ali estávamos. Eu pensei: tenho de compartilhar isso com o público que freqüenta as colunas. O que eu não sabia é que aquele fato ilustraria tão bem o próprio Grêmio.
Fomos roubados no domingo, assaltados à mão armada. E, como já é de costume no Brasil, o bandido fugiu impune e agora apenas aguarda a próxima vítima – que, também sem direito a defesa, será lesada. Não sou de criticar arbitragem, mas agora me manifestarei de forma direta e sem poupar palavras: a arbitragem brasileira é uma VERGONHA, amostra cara de uma INCOMPETÊNCIA que põe fim a toda e qualquer chance de ainda termos um espetáculo futebolístico.
Não é só com o Grêmio, muitos times já foram profundamente prejudicados – e ainda serão. E o que nos resta fazer? Ao meu ver, apenas a superação pode fazer com que prejudicados sigam com disposição ante tantos erros. É hora de sermos unidos, fortes em prol de um único e poderoso grito. Que usemos nossa filantropia como exemplo, que sejamos solidários com o Grêmio quando este for assaltado.
A cada rodada, o título fica mais perto e, ao mesmo tempo, mais difícil. Vencer adversidades e confrontar o desespero que surge diante das injustiças serão passos a serem dados para que essa conquista se torne possível e verdadeiramente merecida.


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