.: Quando podíamos.-> Por Felipe Sandrin

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Quando podíamos.-> Por Felipe Sandrin


Pois se eles querem meu sangue
Verão o meu sangue só no fim
E se eles querem meu corpo
Só se eu estiver morto, só assim.
Meus inimigos tentam sempre me ver mal
Mas minha força é como o fogo do Sol
Pois quando pensam que eu já estou vencido
É que meu ódio não conhece perigo
Mas enquanto o sol quiser brilhar
Eu vou querer a minha chance de olhar
Eu vou lutar pra ter as coisas que eu desejo
Não sei do medo, amor pra mim não tem preço
Serei mais livre quando não for mais que osso
Do que vivendo com a corda no pescoço
Enquanto o sol no céu ainda estiver
Só vou fechar meus olhos quando quiser
Pois se eles querem meu sangue
Verão o meu sangue só no fim
E se eles querem meu corpo
Só se eu estiver morto, só assim.

Time algum é imbatível, e equipes vitoriosas são também constituídas por derrotas. Para um clube sagrar-se campeão e merecedor, este deve ser posto a prova em todos os quesitos.

A série se 11 jogos invictos serviu para pôr o Grêmio no topo da tabela, fez-nos abrir cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado e também nos acostumou mal. Jogos levados a ferro e fogo, força e luta, e que culminavam sempre em vitórias, essa foi a rotina tricolor nas últimas rodadas, e nós, claro, nos acostumamos com tamanha superação e resultados formidáveis.

O time que perdeu o jogo desta quinta-feira era, sim, o nosso Grêmio. Havia sangue e entrega dentro de campo. Celso Roth deu prova definitivas de que o "velho Roth" morreu - ou tirou férias -, e por momento algum foi o Celso retranqueiro. O time que voltou para o segundo tempo buscou por todo o tempo os gols, chegou à igualdade, podia ter segurado o placar, mas de nossa falha fez-se também o segundo gol flamenguista.

Perdemos? Sim, perdemos, mas quanto perdemos? Em um campeonato tão nivelado, mesmo a derrota nos deixou com os cinco pontos de vantagem, e isso é um fato incrível. Sabíamos que uma hora perderíamos, e nos perguntávamos quanto pagaríamos com tal derrota. Agora, temos a resposta: perdemos quando pudemos perder. Ou o Grêmio perder para o Flamengo no Maracanã é mais prejudicial que o Cruzeiro perdendo para o Botafogo? Ou o Palmeiras para o Inter?

O importante é a prova de fogo. Um time campeão supera derrotas e faz destas motivações para vitórias. O mais importante fato do confronto contra o Flamengo é como o Grêmio ira encarar essa derrota: como um campeão ou como mais um simples candidato a este título?

A resposta não tardará. Domingo, numa nova velha batalha de aflitos, veremos pelo que o Grêmio luta e se merece estar onde está.

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