Time algum é imbatível, e equipes vitoriosas são também constituídas por derrotas. Para um clube sagrar-se campeão e merecedor, este deve ser posto a prova em todos os quesitos.
A série se 11 jogos invictos serviu para pôr o Grêmio no topo da tabela, fez-nos abrir cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado e também nos acostumou mal. Jogos levados a ferro e fogo, força e luta, e que culminavam sempre em vitórias, essa foi a rotina tricolor nas últimas rodadas, e nós, claro, nos acostumamos com tamanha superação e resultados formidáveis.
O time que perdeu o jogo desta quinta-feira era, sim, o nosso Grêmio. Havia sangue e entrega dentro de campo. Celso Roth deu prova definitivas de que o "velho Roth" morreu - ou tirou férias -, e por momento algum foi o Celso retranqueiro. O time que voltou para o segundo tempo buscou por todo o tempo os gols, chegou à igualdade, podia ter segurado o placar, mas de nossa falha fez-se também o segundo gol flamenguista.
Perdemos? Sim, perdemos, mas quanto perdemos? Em um campeonato tão nivelado, mesmo a derrota nos deixou com os cinco pontos de vantagem, e isso é um fato incrível. Sabíamos que uma hora perderíamos, e nos perguntávamos quanto pagaríamos com tal derrota. Agora, temos a resposta: perdemos quando pudemos perder. Ou o Grêmio perder para o Flamengo no Maracanã é mais prejudicial que o Cruzeiro perdendo para o Botafogo? Ou o Palmeiras para o Inter?
O importante é a prova de fogo. Um time campeão supera derrotas e faz destas motivações para vitórias. O mais importante fato do confronto contra o Flamengo é como o Grêmio ira encarar essa derrota: como um campeão ou como mais um simples candidato a este título?
A resposta não tardará. Domingo, numa nova velha batalha de aflitos, veremos pelo que o Grêmio luta e se merece estar onde está.


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