.: A vida como ela será

domingo, 26 de outubro de 2008

A vida como ela será


Se por um lado o torcedor está preocupado com o futebol apresentado pelo Grêmio neste segundo turno, por outro se percebe que técnica é o que menos fará diferença entre os postulantes daqui pra frente. Prepare o coração e o estômago. Daqui pra frente vai ser sofrido como joelho de freira, nervoso como potro com mosca na orelha, disputado como argentina nova na zona ou o adágio que quiser escolher.Jogo feio, gol espírita, sustos da defesa, chuva que não chovia e, apesar do Tardeli, a vitória. O jogo de ontem à noite foi uma caricatura do que será o campeonato até o final. Ninguém faz mesmo questão de futebol convincente. Não neste momento. O que precisamos é de objetividade, com cada peça no lugar onde rende e não onde tem potencial para render mais.

Já são arriscadas mudanças audaciosas a esta altura do bochincho. A falha de Roth nem foi tanto pelas opções estranhas que usou para alterar o esquema, mas sim por ter cedido à pressão de tê-lo feito, tenha vindo ela da torcida, de dirigentes ou de seu inconsciente. Não melhorou muito a noite de ninguém que viu o jogo, mas a volta do 3-5-2 no segundo tempo deixou o time um pouco menos perdido que no primeiro.

Douglas Costa é craque, e tem mostrado que a multa rescisória ficou barata demais. Só que o guri não é laranja de amostra, ontem pareceu jogar mais para o espanhol e o italiano das cabines do que para o time. É o meu candidato a deixar o time numa volta ao 3-5-2, ou no mínimo, experimentá-lo como atacante. Não me odeie ainda, pois tem mais. Mattioni é POTENCIALMENTE melhor que Paulo Sérgio, mas tem perdido na comparação EFETIVA entre os dois no momento.

Roth tem agora quase uma semana para se trancar dentro dos portões do Olímpico, rever os conceitos que forem necessários e quem sabe treinar um pouco mais as finalizações até a batalha do Mineirão. Lembrando são os outros que precisam correr atrás.

Cristian Bonatto

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